por Igor Gasparini
Após experimentos de improvisação inspirados pelo cubo de análise do movimento de Laban e de Forsythe, reflexões e materialidades surgem a partir de exercícios de composição coreográfica:
Um corpo que se constrói por experiências. Uma assinatura que aparece. Não surge do nada, é buscada, insistida, trabalhada, desenvolvida. É preciso muita maturidade para entender, afinal caligrafia é algo individual, singular, genuíno. Artisticamente, a vontade de buscar uma pesquisa autoral, que revele essa assinatura, já que temos máquinas de xerox demais.
Matrizes, técnicas e fundamentos são essenciais, porém, servem de ponto de partida, nunca de chegada. Talvez por isso, muitas vezes seja tão difícil etiquetar; colocar dentro de uma caixinha; definir. Mas felizmente não estamos interessados no rótulo; enquanto artistas, queremos mais; e faz tempo. Sair das convenções nunca é fácil e (de novo) é preciso maturidade para aceitar, entender ou, no mínimo, respeitar.
Hoje apenas: #dance #dança #corpo #movimento As demais hashtags deixamos para quem quiser se aventurar...
“Fórmulas, definições, rótulos: já me colocaram tantos na pele! É a preparação habitual dos críticos: querem analisar, dissecar, procurar a todo custo parentelas e classificações. Mas acho que não me incluo em nenhuma categoria. Nem quero.” (PINA BAUSCH in BETIVOGLIO, 1994, 16)
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